Maisumamãe
 

23 Setembro 2014

Ora aqui está um daqueles post, que tem vindo a ser bastante solicitado pelas minhas amigas!

 

Uma das minhas questões, após a Gabriela completar 6 meses, foi a sua alimentação. Até lá foi o leitinho da mamã e nada de preocupações - uma pequena mastite pelo meio. Depois disso, começaram as minhas dúvidas. O que lhe dar para comer? Quais os alimentos a introduzir primeiro? O que faz bem? O que faz mal? O que causa alergia? Enfim, penso que quase todas as mães passam por isto e é mais do que normal. O problema é receberem e encontrarem várias informações distintas e por vezes contraditórias. Cada fonte diz algo diferentes. “Laranjas? Só aos 9 meses. Ai eu dei aos 6 meses. O pediatra recomenda só a partir dos 12 meses.” Ai meu deus!

Bom, comecei a fazer as minhas pesquisas para começar a decidir-me. Embrenhei-me num mundo de alimentos saudáveis, não saudáveis, saudáveis mais ou menos, recomendados para bebés, não recomendados para bebés, de tudo. Mais tarde pretendo partilhar algumas das pesquisas convosco. Percebi algo que no fundo já sabia, mas que até à data ainda não tinha colocado em prática em relação à minha alimentação: confeccionar eu mesma, grande parte dos alimentos. Passei para a prática a partir do momento em que a Gabriela começou a comer sólidos. Requer algum tempo, que não tenho, mas como sabem as nossas prioridades mudam. E tentar alimentar a Gabriela e a família com alimentação saudável, tornou-se uma das prioridades.

 

Uma das coisas que comecei a fazer foram as bolachas. Percebi que a maior parte das bolachas que temos disponíveis nos supermercados estão cheias de açúcar e mais não sei quantos aditivos desconhecidos. Aquelas mais saudáveis iriam trazer-me um valente rombo na carteira, pelo que decidi começar a fazê-las. Seguem algumas receitas:

 

Bolachas caseiras

Ingredientes:

- 2 bananas bem maduras

- 8/10 galetes de arroz sem sal

- Sementes – opcional

 

Mãos-à-obra:

1) Triturar ou partir as galetes de arroz

2) Triturar, até ficar em farinha, as sementes e esmagar as bananas

3) Misturar tudo numa taça (eu misturo com as mãos)

4) Formar pequenas bolachas e colocar num tabuleiro

5) Levar ao forno cerca de 10 min

 

 

Bolachas de fruta

Ingredientes:

- Fruta cozida e passada (2 pêras e 2 maçãs)

- 1 c.sopa de açúcar mascavado ou açúcar de coco (tem menos glicémia) – até a Gaby fazer 1 ano, não coloquei açúcar. Agora costumo colocar apenas um bocadinho, neste caso 1 c.s. de açúcar mascavado ou geleia de agave. Mas a maior parte das vezes não coloco nada

- 1 chávena e meia de farinha integral (se não tiverem integral, também podem colocar da branca, ou misturar as duas)

- 1 ovo (opcional, passei a dar o ovo inteiro à Gaby (com a clara), após os 12 meses)

 

Mãos-à-obra:

1) Juntar todos os ingredientes numa taça

2) Mexer bem a mistura

3) Dispor colheradas do preparado sobre um tabuleiro grande, forrado com papel vegetal e com as costas de um garfo achatar a massa

3) Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 10 minutos

 

Bolachas e aveia e banana

Ingredientes:

- 80 g. de aveia triturada

- 2 c.sopa de azeite (pode colocar 1 apenas)

- 3 bananas bem maduras

- 1 c. sopa de canela (a canela não está indicada para os bebés com menos de 1 ano, até lá pode não se colocar ou colocar apenas uns pozinhos)

 

 

Mãos-à-obra:

1) Triturar a banana ou esmagar com um garfo

2) Misturar todos os ingredientes na bimby ou numa taça à mão

2) Dispor colheradas da massa sobre um tabuleiro grande, forrado com papel vegetal e com as costas de um garfo achatar a massa

3) Levar a cozer em forno pré-aquecido a 180ºC durante 10 minutos.

 

Ficam crocantes por fora e mais moles por dentro. A Gaby (e eu ), gostamos deles assim. Se preferir mais crocante, pode colocar a massa um pouco no congelador (cerca de 8-10min), antes de colocar no forno. Espalmar mais as bolinhas de massa no tabuleiro e deixar que arrefeça no próprio tabuleiro ou num de grades.

 

 

Bolachas de banana e passas

Ingredientes:

- 100 g. de arroz tufado (fiz com aquelas bolachas de arroz e piquei na 1,2,3, até ficar em farinha)

- 100 g. de farinha de milho (fica bem bom com farinha de milho e também já experimentei com farinha integral)

- 2 c.sopa de azeite

- 1 banana

- 1 c. sopa de canela (a canela não está indicada para os bebés com menos de 1 ano, até lá pode não se colocar ou colocar apenas uns pozinhos)

- Passas a gosto (coloco as passas na picadora 1,2,3 até ficarem em pasta, no início fazia sem as passas e colocava duas bananas em vez de uma, bem madurinhas para as bolachas ficarem doces, pois não leva açúcar. Ficam doces com o açúcar natural da fruta).

 

Mãos-à-obra:

1) Juntar todos os ingredientes numa taça

2) Mexer bem a mistura e dispor colheradas do preparado sobre um tabuleiro grande, forrado com papel vegetal e com as costas de um garfo achatar a massa

3) Levar a cozer em forno pré-aquecido a 180ºC durante 10 minutos.

 

Nota - As passas servem para substituir o açúcar, a banana substitui o ovo e o arroz tufado e a farinha de milho substituem a farinha normal.

 

Bolachas Fruta.JPG

 

 

Bolachas Fruta (2).JPG

 

Pode-se usar qualquer uma destas receitas e mudar-se os ingredientes. Costumo tirar um ingrediente de uma e colocar noutra, ou mudar algum ingrediente ou até substituir por outro! Ou seja quando há algum ingrediente numa receita que o bebé não pode comer, ou devido à idade, ou porque é alérgico ou intolerante, substitui-se por outro ou se for uma quantidade pequena não se coloca. A ideia é também irmos fazendo, verificarmos o que gosta o nosso bebé e ir mudando conforme o seu gosto. Mãos-à-obra!

 

Fonte das receitas, posteriormente adaptadas:

Grupo de Apoio “Entre Mães” – FB, Agosto 2013


08 Setembro 2014

Nenhum, ficar em casa com a mamã!

 

Uma mãe ou um pai decidirem deixar o trabalho e ficar em casa a tomar conta dos filhos, infelizmente ainda é muito desvalorizado pela sociedade em geral, mas acredito que com um bebé pequenino, a presença da mãe de forma contínua e com uma grande disponibilidade, ajuda a que as crianças cresçam confiantes e felizes. Dr. José Martins Filho, um pediatra que penso que diz coisas muito acertadas, refere numa entrevista intitulada Os primeiros mil dias da criança e no seu livro “Quem cuidará das crianças?”, a importância das crianças ficarem com os pais o maior tempo possível, enquanto pequeninas, criando um forte vínculo com os mesmos e que tal é importante para a sua vida mais tarde, enquanto adulto.

 

No entanto, no meu caso e no caso de muitos outros pais, por motivos económicos, somos obrigados a ir trabalhar fora de casa, pelo que tornou-se necessário encontrar alguém que possa ficar com as nossas crianças. Várias são as opções para os pais: amas, avós, creches do estado, creches privadas. Mas há quem não possa deixar com os avós, há quem não tenha dinheiro para privadas, há quem não consiga vaga nas públicas, há quem não goste de amas.

Entre diversas inscrições ainda grávida, falta de vagas, falta de dinheiro para uma escola maravilhosa que descobri (num outro post falarei nesta escola), avós também a trabalhar, optei por uma Ama. Na verdade consegui uma vaga numa creche (uma IPSS), mas optei por uma Ama. Trata-se de uma Ama IPSS, inspecionada pela Segurança Social, com um espaço à partida seguro para as crianças (acidentes acontecem em todo o lado), com poucas crianças a cargo e onde consegui estabelecer uma relação de confiança. Também acredito que amas que não sejam inspeccionadas e formadas pela Segurança Social, sejam boas amas. Há boas e más profissionais como em tudo.

 

Optámos por uma ama, porque acreditamos que ali a Gabriela têm aquilo que neste momento mais precisa tendo em conta a idade que tem: atenção e cuidados direcionados para ela, para as suas necessidades específicas. Ora se cada criança é diferente, porque não damos respostas diferentes às suas necessidades? Porque é necessário comerem todo o mesmo prato? Porque é necessário todos fazerem xixi no bacio a partir de uma altura estabelecida em que devem fazer? Porque devem todos beber leite de vaca?

 

 As vantagens das creches parecem-me ser:

- Um suposto ambiente mais controlado, quanto ao trabalho realizado pelos técnicos educativos

Coloca-se muito a questão da confiança em relação às amas, mas penso que tal deve ser colocado tanto nas amas como nas creches. Há o receio de que com a ama, esta possa fazer o que quiser com as crianças, pois está sozinha e ninguém controla, mas isso também não poderá acontecer numa creche, apesar de à partida parecer um ambiente mais controlado?

 

- Um ambiente de maior socialização entre as crianças

A convivência com as outras crianças é importante, os estímulos das actividades das creches são importantes, mas nesta fase da vida dela e pelo menos até aos 3 anos de vida (em média), é ainda mais importante o apego, o carinho, a atenção. Terá tempo para socializar e na verdade pode socializar de outra forma: brinca com os primos, brinca com outras crianças no parque, brinca com as outras crianças da ama.

 

- Existência de inúmeras actividades lúdico-pedagógicas

Os estímulos não são dados apenas nas actividades mega elaboradas das creches, também se dão em casa pelos pais, com os avós, com os primos, com os filhos dos amigos.

 

A Ama tem como grandes vantagens, aspectos muito mais importantes para a Gabriela nesta fase da sua vida:

- Atenção e cuidados direccionados e personalizados para ela

- Colo

- Maior apego e estabelecimento de confiança

- Ambiente familiar

- Sem regras padrão para as crianças (dormir na hora estabelecida? Dorme quando tiver sono, eu só durmo quando tenho sono! Penso que nem todas a creches o fazem, mas a larga maioria sim.)

- Relação que os pais podem criar com a ama, parece-me melhor, permitindo uma maior partilha da personalidade e necessidades da Gabriela

- Apanha menos doenças, do que no “infectário”

 

Não pretendo mostrar que um é melhor em detrimento do outro, acho que cada pai decide o que é melhor para os seus filhos A creche não é vista por mim como algo mau, pelo contrário é vista como mais uma opção viável para os pais. No nosso caso pareceu-nos é que a Ama trazia mais vantagens para a Gabriela do que desvantagens em comparação com as creches. Temos é que estar atentos ao bem-estar das nossas crianças. Perceber se estes se sentem bem no local onde estão e com quem estão. Há sempre bons e maus exemplos nas creches e sempre bons e maus exemplos nas amas.

 

Está na Ama e mesmo assim não deixa de ser independente, sociável com outras crianças e super desenvolta!

publicado por maisumamae às 23:04
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