Maisumamãe
 

04 Dezembro 2016

Fim-de-semana de chuva é fim-de-semana de panquecas. Estas ficaram “bué-da-boas”, como diz a Gaby.

 

Panquecas de aveia com alfarroba

 

Ingredientes

Flocos de aveia – faço um bocado a olho, mas estas da foto foram cerca de 6 c. de sopa

1 c. de café de fermento em pó

2 c. de sopa de mel

100 ml de bebida vegetal, usei leite de arroz caseiro mas pode ser de compra

1 c. de sopa rasa de farinha de alfarroba

 

Mãos-à-obra:

1) Colocar no copo da bimby os flocos de aveia e triturar na vel. 9, cerca de 15 seg. Também pode triturar na liquidificadora

2) Juntar os restantes ingredientes, vel.3 cerca de 15 seg. na bimby ou na liquidificadora

3) Colocar meia concha desta massa numa frigideira anti-aderente

4) Lume brando e paciência para saírem umas panquequinhas mais ou menos perfeitas

5) Por cima colocar algo a gosto, estas têm iogurte natural, banana, chia e um pouco de canela.

 

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20 Outubro 2016

Depois de uma pausa, a Maisumamãe está de volta ao blog. O início da página no facebook tirou-me o foco por aqui, mas a ideia é que a página e o blog se complementem. Então, vamos a isso!

 

 

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publicado por maisumamae às 00:03

27 Novembro 2015

As primeiras sopas são sempre uma etapa interessante. Para os bebés, porque marcam em grande parte dos casos o início da Alimentação Complementar (AC). Para as mães e pais (cuidadores), porque já andamos numa ansiedade tal para dar-lhes mais comidas além do leite.


No entanto é importante pararmos um pouco e pensar se faz mesmo sentido e se será melhor para o nosso bebé oferecer-lhe outros alimentos além do leite, antes dos 6 meses. Na verdade os bebés mostram/sabem quando estão preparados para os sólidos - perdem o reflexo de extrusão (colocar a língua para fora para expulsar a comida); sentam-se bem sozinhos e começam a olhar para a nossa comida com muito interesse ou a tentar agarrá-la. O timing dos 6 meses em relação ao Leite Materno (LM) é porque este a partir desta altura deixa de ter reservas suficientes de ferro para fornecer uma alimentação completa.

Acredito que em muitos casos, a oferta de sólidos acaba por acontecer antes dos 6 meses por vários motivos:

- ansiedade dos pais (pressão por parte de outras pessoas sobre quando começam a dar comida por exemplo, ou vontade de usar aqueles pratinhos comprados quase ainda antes do bebé nascer);

- porque dá mais jeito aos pais (porque vão recomeçar a trabalhar por exemplo);

- acreditar que é positivo oferecer sólidos para encher a barriguinha dos bebés fazendo-os dormir a noite toda;

- porque o/a médico/a mandou;

- receio de o leite já não ser suficiente para saciar a fome;

- entre outros.

 

De modo a evitar alergias, obesidade, problemas intestinais etc. deve oferecer-se a AC a partir dos 6 meses. O leite continua a ser a refeição principal até completar 1 ano, tudo o resto é complementar. Mesmo os bebés alimentados com Leite Artificial (LA), o ideal será continuarem em exclusivo até aos 6 meses, segundo as indicações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

Mas voltando às sopas, quero deixar-vos mais algumas receitas de sopas que fui oferecendo à Gabriela e que foram muito bem aceites pela minha Tuca. Mais receitas de sopas num outro post que escrevi aqui.

 

Dei a partir dos 6 meses

 

Creme de abóbora
Ingredientes:
1 batata doce
2 pedaços de abóbora
Fio de azeite

Cozer a batata e a abóbora num tacho com água cerca de 20min. Ou na bimby 20min/Vel1/100. Triturar e colocar um fio de azeite no fim.

 

Sopa de feijão verde
Ingredientes:
1 Batata doce
2 Cenouras
5 vagens de feijão verde
Fio de azeite

Cozer os ingredientes num tacho com água cerca de 20min. Ou na bimby 20min/Vel1/100. Triturar e colocar um fio de azeite no fim.

 

Dei a partir dos 9 meses

 

Sopa de espinafres* com tofu

Ingredientes:
2 cenouras
1 pedaço pequeno de tofu
4 a 5 folhas de espinafres
1/2 cebola

Cozer os ingredientes num tacho com água cerca de 20min. Ou na bimby 20min/Vel1/100. Triturar e colocar um fio de azeite no fim.


*Os espinafres por conterem grandes níveis de oxalato, é indicado oferecer-se mais tarde. Algumas fontes indicam apenas a partir dos 12 meses. Eu ofereci a partir dos 9 meses com moderação nas quantidades e no número de vezes.

 

Dei a partir de 1 ano

 

Sopa de grão

Ingredientes:
1 nabo
1 cenoura
1/2 cebola
50g de grão

Colocar o grão de molho e descartar a água por causa das toxinas que ali ficam. Demolhar as leguminosas é importante, pois além de reduzir o tempo de cozedura, elimina os anti-nutrientes e os inibidores de enzimas.
Cozer um pouco o grão. Juntar os restantes ingredientes à cozedura mais cerca de 20min. Ou na bimby 20min/Vel1/100. Triturar e colocar um fio de azeite no fim.

 

Sopa de lentilhas

Ingredientes:
1 courgette
2 folhas de nabiças
100g de lentilhas +/-
Salsa


Colocar as lentilhas de molho e descartar a água por causa das toxinas que ali ficam.
Cozer os ingredientes num tacho com água cerca de 20min. Ou na bimby 20min/Vel1/100. Triturar e colocar um fio de azeite no fim.

 


29 Outubro 2015

O mundo dos “leites”/bebidas vegetais é efectivamente um mundo e parece-me que a imaginação é o limite. Podemos fazer leite de vários tipos de cereais, sementes ou frutos secos. Podemos por sua vez adicionar vários sabores, baunilha, tâmaras, canela, cacau, mel ou nenhum. Na verdade podemos ter o leite que quisermos em casa, basta fazer! Deixo-vos as receitas dos leites que costumo fazer cá em casa.

Ando com vontade de experimentar o de castanhas, quando fizer venho também deixar a receita testada e provavelmente aprovada.

 

Leite de Aveia

Ingredientes

5 c. sopa de flocos de aveia

1l. de água

 

Mãos-à-obra:

1) Misturar a aveia com a água e deixar em repouso de um dia para o outro ou cerca de 12h

2) Triturar na bimby ou com a varinha mágica, cerca de 2min/vel9

3) Coar com um coador ou um pano limpo.

 

Dica da maisumamãe:

Pode juntar canela e/ou tâmaras

O leite fica com depósitos, pelo que se deve agitar antes de consumir

Este é o leite que mais faço, pelo que muitas vezes já coloco a aveia a olho. Como gosto do leite não muito espesso por vezes coloco menos quantidade de aveia, mas a quantidade também pode variar conforme gostarmos da consistência do leite (mais ou menos espesso).

 

Leite de Arroz

Ingredientes

200g de arroz integral

1l. de água

 

Mãos-à-obra:

1) Demolhar o arroz em água e deixar em repouso de um dia para o outro ou cerca de 12h

2) Descartar a água onde o arroz esteve de molho

3) Adicionar nova água (1litro) e triturar na bimby ou com a varinha mágica, cerca de 2min/vel9

4) Coar com um coador ou um pano limpo.

 

Dica da maisumamãe:

Pode juntar canela e/ou 5g de açúcar baunilhado

Pode utilizar a água onde o arroz esteve de molho para regar as plantas

Com as sobras de arroz, pode juntar mais um pouco de água, voltar a triturar e obter mais um pouco de leite

Também pode utilizar arroz branco, mas este em comparação com o arroz integral fica em desvantagem a nível nutritivo. O integral é mais saudável, contém proteínas e vitaminas do complexo b que o branco perdeu no seu processo de branqueamento.

 

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Arroz integral

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 Leite de arroz, tão branquinho!

 

Leite de Coco

Ingredientes

150g de coco ralado (o coco em fruta é o ideal)

1l. de água quente

 

Mãos-à-obra:

1) Misturar o coco com a água e deixar em repouso cerca de 1h

2) Triturar na bimby ou com a varinha mágica cerca de 2min/vel9

3) Coar com um coador ou um pano limpo.

 

Dica da maisumamãe:

Fazer leite de coco em casa é uma opção saudável e consciente, pois alguns leites de compra têm carragenina (aditivo alimentar com vários riscos para a saúde)

Na última vez que fiz, juntei-lhe umas avelãs que tinha lá por casa e ficou divinal.

 

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 Leite de coco

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 Leite de coco

 

Leite de Amêndoas/Avelãs

Ingredientes

100g de amêndoas ou avelãs

50g de arroz integral

1l. de água

 

Mãos-à-obra:

1) Demolhar as amêndoas ou as avelãs e o arroz em água

2) Deixar em repouso de um dia para o outro ou cerca de 12h

3) Descartar a água onde estiveram de molho

4) Adicionar nova água (1 litro) e triturar na bimby ou com a varinha mágica, cerca de 2min/vel9

5) Coar com um coador ou um pano limpo.

 

Dica da maisumamãe:

Os frutos secos são caros, em média rondam os 5€/kg. O que faço para compensar é misturar alguns ingredientes, neste caso amêndoas ou avelãs com arroz, mas podem ser outros. Também fica um leite mais rico a nível nutritivo.

 

 

Dicas gerais maisumamãe:

 

Como aproveitar as sobras dos leites vegetais (okara)

Serve para fazer bolachas, pães, bolos e hambúrgers

Serve para as sopas, molhos e purés (para engrossar e enriquecer)

Podem ser utilizadas imediatamente após a preparação do leite ou guardadas para serem consumidas posteriormente. Conservo no frigorífico por 2 ou 3 dias e no congelador por cerca de 3 meses. Há quem diga que dura mais tempo no congelador, mas eu por norma não deixo ultrapassar este tempo.

 

Demolhar

Demolhar os cereais sempre de véspera ou 12h antes

Todos os cereais, sementes e grãos devem demolhados para eliminar os anti-nutrientes e os fitatos. Serve também para hidratar e facilitar ao triturar

Serve também para iniciar o processo de germinação aumentando assim o valor nutricional.

 

Coar o leite

Coador simples fino

Sacos próprios - por exemplo da marca Zimtal, há à venda online

Papel de café de cafeteira

Pano de linho/fralda limpa/compressas grandes

Máquina chufamix

 

Conservação

Não contêm aditivos pelo que duram menos tempo que os de compra

Duram em média cerca de 5 dias no frigorífico

Dá para congelar, depois descongelar em ambiente natural

 

Leites vegetais em bebés e crianças

O ideal é variar, começando primeiro com o de arroz, o de quinoa e depois aveia

Misturar alguns deles de modo a serem mais ricos a nível nutricional

Eu dei à Gaby por volta dos 9 meses e não tivemos problemas. Adiei foi os leites com frutos secos para mais tarde.

 


16 Julho 2015

Os bebés tem cólicas? Pessoalmente acho sim. A Gaby, no primeiro mês de vida, teve momentos em que tinha a barriga dura, contorcia-se, encolhia as pernas, chorava muito (mesmo após o despiste de vários motivos para o choro como fome, sono, necessidade de colo/toque, calor, frio etc. etc.) e tinha dificuldade em fazer cocó sozinha. Tal leva-me a querer que sim, têm cólicas. Há pediatras, (nomeadamente o Carlos González, que tanto aprecio grande parte das coisas que diz), que afirmam que os bebés não sofrem de cólicas. Apesar de ser algo a perceber melhor (isto de os bebés terem ou não cólicas), parece-me que é uma realidade de muitos bebés, pelo que não poderia deixar de partilhar convosco as pesquisas que fui fazendo na altura em que a filhota teve cólicas e aquelas que fui continuando a fazer mais tarde.

 

O que são:

As cólicas do lactente surgem por imaturidade do sistema digestivo do bebé, fazendo com que o intestino se contraia e relaxe sem controlo, criando gases e consequentemente cólicas. Podem ser comuns nos bebés nos primeiros 3 meses de vida.

 

Algumas coisas que se pode fazer e ver se resulta:

- Colocar um saco de sementes em cima da barriga da mãe colocar o bebé por cima do saco

- Oferecer mama – o leite materno o e o acto de sucção, ajudam

- Babywearing - transportar o bebé num pano porta-bebés numa posição vertical (para mim o mais eficaz é o sling)

- Deitarem-se os dois (mãe e bebé) pele com pele

- Oferecer muito colo

- Passear pela casa – movimento

- Banho relaxante – na banheira shantala pode resultar bem

- Pega correcta – de modo a não engolir muito ar ao mamar

- Fazer ginástica com as perninhas do bebé/contracção das pernas contra a barriga

- Massagem com movimentos circulares na direcção dos ponteiros do relógio na barriga do bebé – seguindo o caminho do intestino grosso para a saída. Pode-se usar um óleo de amêndoas doces ou outro óleo para ajudar.

E fazê-la como dever ser? Valeu-me o David que aprendeu com uma enfermeira ainda no hospital como fazer as massagens. Talvez o facto de ter a temperatura do corpo mais elevada também possa ter ajudado.

- Massagem shantala

- Massagem de reflexologia

- Lembrarmo-nos que depois passa!!:) Os intestinos amadurecem e por volta dos três meses já não costuma haver sinais de cólicas do lactente (nem todos)

- E por último mas não menos importante: paciência, calma e transmitir tranquilidade ao bebé. Sei que é difícil ficarmos calmos, ao ver o bebé naquele estado. Lembro-me de uma noite em que a Gaby não dormia devido às cólicas e eu a embalá-la ao colo pela casa e a tentar cantar-lhe uma canção para se acalmar. Estava tão cansada que cantei uma canção em que a letra era de uma e o ritmo de outra. De repente deu-me uma branca e já não me lembrava nem da música em si, nem de outra música qualquer!

 

Mas como vêm há imensa coisa que se pode tentar e dentro desta panóplia pode ser que alguma, ou algumas combinadas resultem. De qualquer das formas o ideal é vermos o que faz mais sentido para nós e para o nosso bebé e a ideia também não pegar nisto tudo e fazer ao mesmo tempo!

 

Alimentação da mãe:

Muito se diz sobre o que a mãe deve ou não comer de modo a evitar as cólicas ao bebé. Após as minhas primeiras pesquisas, cheguei à conclusão que só podia comer pão integral e beber chá de funcho!! Depois também descobri que o chá de funcho afinal não é aconselhável.

Na altura fiz uma lista no meu caderninho, com os alimentos que podia comer e aqueles que não podia. Alguns alimentos como os frutos cítricos, lácteos, chocolate, cafés, alimentos industrializados e enlatados surgiam sempre como proibidos. Outros como aveia, arroz, pão integral, maçã, pêra, surgiam como aqueles que podia comer.

O problema era quando surgiam aqueles alimentos que num sítio apareciam como proibidos, noutros apareciam como bons. O caso do melão, espinafres, os chás, enfim uma confusão! Na verdade, mais tarde percebi que nada indica que o que a mãe come pode provocar cólicas ao bebé. Há realmente situações em que as mães contam que ao comer isto ou aquilo notaram que o bebé ficou com mais cólicas e parece-me que passa muito por ai. Acho que devemos comer de tudo, no entanto se percebermos que comemos algo que provocou alguma alteração, podemos evitar durante uns tempos para fazer o despiste. Depois há-que ter em conta as quantidades e que realmente há alguns alimentos que podemos ter alguns cuidados, por exemplo o leite e os seus derivados, as bebidas excitantes, sei lá. Vejam vocês primeiro. Consumam, vejam, aguardem reação, não se privem, privem-se por uns tempos se se aperceberem de algo. Enfim, não se guiem é totalmente pelas listas que andam por ai pois por vezes só complicam.

 

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- O que comer?

 

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- Cheguei a anotar também o que andava a comer

 

Quanto à medicação, encontrei de tudo:

Aero-om

Colimil

Colibaby

Infacalm

Fórmulas homeopáticas

Alivit – Chás da Nutribén

Biogaia

Etc.

Etc.

Uns com demasiado açúcar, outros que não fazem desaparecer as cólicas (o sabor doce dá a sensação de conforto e os bebés acalmam-se, mas as cólicas ficam), ou outros menos agressivos (por exemplo os homeopáticos). Apesar de ser bastante avessa à medicação, acabei por “sucumbir” ao colimil, talvez por ansiedade da minha parte. Hoje e deixando de ser mãe de primeira viagem, era capaz de não dar o colimil e sim colocá-la no pano mais vezes ou deitar-me mais vezes com ela na cama pele com pele ou deliciá-la com uma massagem shantala. Fica para o próximo filho.


16 Junho 2015

Por vezes sinto que temos síndrome da-pressa-para-tudo, com os nossos bebés e crianças.

Passo a explicar.

Temos pressa para que a criança durma a noite toda.

Temos pressa para que a criança durma sozinha.

Temos pressa para que a criança desmame rapidamente.

Temos pressa para introduzir os alimentos sólidos.

Temos pressa para que a criança comece a andar.

Temos pressa para que a criança desfralde.

Temos pressa para que a criança comece a fazer aquelas actividades/acções padrão para a idade.

Temos pressa para que a criança aprenda a ler.

Por aqui continuava.

 

Tudo isto em nome da tão aclamada independência. A criança tem que se tornar independente. Quanto mais independente melhor. Temos pressa que a criança se torne independente.

Para o bem de quem? Da criança? Dos pais? Parece-me que muitas vezes é mais para o bem dos pais. De qualquer das formas, é óptimo quando começam a ser mais independentes e autónomos, isso é bom para a criança e para os pais. Mas respeitando os timings de cada criança. Respeitando os pais que optam por respeitar os timings da sua criança.

Espalha-se a torto e a direito a lista de coisas necessárias a levar para a maternidade, a lista de coisas necessárias para comprar para o bebé, mas não se espalha a lista de comportamentos que os futuros pais podiam passar a ter. Um delas é a maternidade e paternidade consciente. Tal implica, entre outras coisas, partir à descoberta de novas formas de pensar e agir, diferentes das formas padrão da sociedade. Implica uma entrega total, disponibilidade, atenção e apego. Implica pensarmos por nós próprios com base em informação adquirida em diversas fontes e principalmente com base no amor que sentimos pelos nossos filhos.

 

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Mãe&Gaby&Pai 

publicado por maisumamae às 17:04

03 Maio 2015

Duas partilhas. Como está a ser a minha tarde e as prendas que recebi.

 

- Como está a ser a minha tarde: tenho a filha ao colo, hoje não lhe apetece fazer a sesta. Deve ser porque é Dia da Mãe!

- Prendas que recebi:

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Feliz Dia da Mãe para todas as Mães!


02 Maio 2015

A partir dos 6 meses – Iniciámos a Alimentação Complementar

 

Entretanto comecei a oferecer-lhe outros alimentos além da sopa. Fui fazendo um baby led weaning sem ser a 100%. Colocava a comida num pratinho e ela lá ia comendo sozinha. Brócolos ou cenouras cozidas, batata-doce assada etc. Aos 7/8 meses mais ou menos a gema de ovo.

Por vários motivos não como carne e a Gaby seguiu o mesmo caminho (pelo menos enquanto for pequena e for eu a oferecer-lhe comida). Tentamos ter uma alimentação bastante variada, o que tem permitido um crescimento saudável e sem qualquer tipo de carências a nível nutritivo.

 

A partir dos 9 meses comecei a dar-lhe peixe, tofu e leguminosas. Tudo em pequenas quantidades, até porque como já referi o que ela mais “comia” até completar um ano, foi o leite. O tofu é feito a partir do leite de soja, sendo a soja um alergénio convém dar e aguardar possíveis reacções.

 

O peixe também pode provocar alergias, pelo que alguns pediatras aconselham a introdução mais tarde (+/- 9 meses). Bom, a Acta Pediátrica Portuguesa de 2012 (Alimentação e Nutrição do Lactente), já diz que se pode dar aos 6 meses: A introdução do peixe deverá iniciar-se depois do 6º mês, com a oferta inicialmente de peixes magros tais como pescada, linguado, solha ou faneca (pág.23). Mais uma vez, parece-me que a regra passa novamente por, oferecer e verificar a reacção do nosso bebé.

Comecei pelos peixes brancos e magros como a pescada e a maruca. O linguado também dá, mas eu na verdade nunca comprei não sei porquê. Evitei os peixes com maior teor de mercúrio como o cação, o peixe-espada (branco e preto), o espadarte e o atum. A partir de 1 ano comecei a oferecer-lhe atum fresco pois ela gosta imenso. Com o peixe tinha imensa atenção e receio era que fosse uma espinha pelo meio. Verificava o prato uma meia dúzia de vezes!

A partir de um ano o leque alimentar aumenta para quase tudo e comecei também a dar-lhe seitan (feito de glúten de trigo) e a clara do ovo.

 

Deixo-vos com alguma literatura que considerei interessante ler para esta fase:

Baby Led Weaning

Livro de Receitas da Gabriela Oliveira – Alimentação Vegetariana para Bebés e Crianças

Carlos González – Mi nino no me come

Julio Basulto - Se me haces bola

Acta Pediátrica Portuguesa – Alimentação e Nutrição do Lactente (2012)

 

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Fonte imagem: Babynutri

 


18 Abril 2015

A partir dos 6 meses – Iniciámos a Alimentação Complementar

 

AS PAPAS

Como referi em posts anteriores logo após os 6 meses da Gaby, não lhe dei papas mas sim sopa. Para o lanche, fruta e leite materno.

Aos 9 meses quando entrou para a ama, comecei a mandar-lhe fruta para o lanche. Como os outros meninos levavam papa, com o tempo ela também começou a pedir. Por volta dos 11 meses, toca de começar a fazer papas caseiras.

Nas minhas primeiras pesquisas encontrei boas receitas com aveia, arroz, farinha. Mais tarde descobri que também podia fazer com outros cereais ou sementes. Comprei bulgur, quinoa, millet e couscous e coloquei mãos-à-obra.

 

Papa com aveia crua

Costumo fazer uma papa de aveia, sem cozer a aveia. Como faço leite de aveia regularmente, utilizo o que sobra (a aveia coada) e misturo com frutas doces (papaia, banana, pêras, figos etc.) ou mais ácidas (morangos, framboesas, mirtilos, laranjas, kiwis etc.). Junto também uns frutos secos (passas, tâmaras, nozes, avelãs,) ou sementes (chia, linhaça moída). Por vezes quando faço o leite e não vou dar papa à Gaby, congelo a aveia que sobra para não se estragar. Após descongelar faço a papa da mesma forma.

 

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Papa de aveia com alfarroba

1) Cozer a aveia em água (1 caneca de aveia, para 1 de água). Se ficar muita grossa podem acrescentar mais um pouco de água. Esta aveia como é em flocos, não precisa de ser demolhada
2) Adicionar 1 c. de chá de alfarroba em pó e 1 banana madurinha
3) Triturar um pouco com a varinha mágica.

 

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Papa de millet com fruta

1) Deixar o millet de molho. Durante a noite, se conseguir, se se lembrar antes, se der, enfim aquelas situações de mãe-faz-imensas-coisas. Se não pelo menos umas horas

1) Cozer o millet em água (1 caneca de millet, para duas de água)

2) Misturar fruta cozida para tornar a papa mais homogénea.

 

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 Millet

 

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Bulgur

 

Há outras que ainda não experimentei, mas que devem valer a pena:

Espelta

Trigo kamut

Amaranto

Farinha teff

 

Como prevenção costumo ter as papas da holle que dentro das ofertas me parece ser a melhor alternativa, pois não têm açúcar adicionado e só levam os cereais. Recomendo novamente a Gabriela Oliveira  que tem boas receitas de papas caseiras aqui.

 

 

OS IOGURTES

Em relação aos iogurtes também optei pelos caseiros. Começámos por volta dos 11 meses, pelos mesmos motivos que começámos as papas. Deixo duas das receitas que costumo fazer.

 

Iogurte natural (versão do livro base da bimby)

Ingredientes

1000g leite

1 iogurte natural e sem açúcar

 

Mãos-à-obra:

1) Colocar os ingredientes no copo e programar 4min/50º/Vel3

2) Distribuir por frascos de vidro e colocar na iogurteira

3) Após 12h de fermentação, colocar no frigorífico

Durante muito tempo coloquei-os num saco térmico, no forno (desligado) e cobertos com uma manta mas por vezes ficavam um pouco líquidos. Agora utilizo a iogurteira e ficam sempre bons. Normalmente faço à noite e no dia seguinte estão prontos.

 

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Iogurte natural com leite vegetal (versão adaptada mundo receitas bimby)

Ingredientes

1000g de leite de aveia

1 iogurte natural e sem açúcar

2 c.chá de agar-agar

 

Mãos-à-obra:

1) Colocar no copo o leite de aveia e o agar-agar, misturar 10 seg/vel 5

2) Programar 5 min/100°C/vel 3

3) Retirar o copo da base e deixe arrefecer
4) Colocar o iogurte natural e programar 4 min/50°C/vel 3

5) Distribuir pelos copos e colocar na iogurteira cerca de 12h

6) Pode adicionar-se frutas, sementes ou frutos secos.

 

Para ficarem mais sólidos pode adicionar-se mais um pouco de agar-agar, no entanto não convém ser muito senão fica com a consistência de pudim e não de iogurte (apesar de os pudins também serem óptimos). O ideal é experimentar e aos poucos ir percebendo a quantidade certa, para a textura que mais nos agrada.

 

Há todo um mundo de iogurtes caseiros que se pode fazer em casa. Vejam mais ideias aqui.

 

AS BOLACHAS

Logo após os 6 meses não tinha grande hábito dar bolachas à Gabriela. A oferta nas lojas de uma forma geral é para esquecer. Corredores inteiros nos supermercados onde não há uma única bolacha digna de se oferecer a um bebé de 6 meses! Açúcar que nunca mais acaba (hidratos), gorduras saturadas (lípidos), aditivos alimentares (E´s – muitas já não trazem os E´s e sim o nome do aditivo). Pessoalmente considero que as bolachas não fazem falta na alimentação dos bebés, nem na dos adultos (bom aqui para os adultos: “Mas há algumas que são tão boas!”). No entanto, facilitam a vida, culturalmente estamos muito habituadas às mesmas e estão sempre escarrapachas à nossa frente em todos os momentos. Dou-lhe de vez em quando sim.

 

Como a oferta não é boa, comecei a fazer em casa. Levam apenas aquilo que quero e fico a saber o que levam. Já coloquei algumas receitas de bolachas aqui no blog, vale a pena ir espreitar.

 

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Há algumas bolachas mais aceitáveis para a saúde. Algumas a preços mais elevados, outras nem por isso (as de linhaça custam 2,29€, mas as de arroz custam 0,98€). São boas para situações mais pontuais como viagens, “snacks” na rua, ou quando fiquei sem nenhuma em casa e não tive oportunidade de fazer para repor.

 

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Fiz uma pequena tabela de comparação para termos uma ideia. Ficam a faltar as da Holle, pois não tenho aqui os dados:

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12 Abril 2015

A partir dos 6 meses – Iniciámos a Alimentação Complementar

 

AS SOPAS

 

Fazer as primeiras sopinhas também traz algumas dúvidas. De qualquer das formas partilho algumas dicas que espero que sejam úteis. Trataram-se/trata-se de opções minhas conforme o que achei/acho mais correcto a nível alimentar, no entanto há sempre várias formas de se fazer algo como sabem.

 

Nas primeiras sopas tentei não colocar muitos ingredientes de cada vez, de modo a que a Gaby fosse começando a conhecer o sabor de cada alimento. Fazia bases de abóbora ou cenoura ou batata-doce (optei pela batata-doce e não pela inglesa, pois esta primeira tem mais fibra, menos açúcar e mais vitamina A que a última) e depois juntava brócolos ou feijão-verde ou couve-flor por exemplo. Não tinha (nem tenho) por hábito juntar abóbora com cenoura, pois é betacaroteno e açúcar a mais.

Depois comecei a variar imenso. Este depois significa mais ou menos os 9 meses. Após algumas pesquisas pareceu-me que o ideal seria colocar um legume ou tubérculo (batata-doce, cenoura, abóbora, chuchu, beterraba, mandioca etc.), uma verdura (nabiças, brócolos, agriões, espinafres - este último devido a níveis altos de oxalato, convém haver um consumo moderado nos bebés) e por exemplo uma leguminosa (grão, lentilhas, feijões). Como não gosto de cebola adiei bastante a introdução da mesma e colocava alho. Por vezes colocava também algumas sementes (linhaça triturada), ou uma colher de sopa de gérmen de trigo ou levedura de cerveja.

 

O ideal é oferecer sopa fresquinha aos bebés e para nós também, mas com o regresso ao trabalho e o tempo a escassear, passei a fazer sopa em maiores quantidades e a congelar. Mais uma investigação, desta feita sobre congelação e conservação de alimentos e optei pelo chamado choque térmico. Após a sopa estar pronta, coloco-a no lava loiças em água fria e com cubos de gelo de modo a que esfrie rapidamente. Em seguida coloco em tupperwares, o ideal são aqueles livres de bpa ou de vidro (também coloco numas caixas que não são livres de bpa, mas aquilo dá-me taaanto jeito, pois têm o tamanho ideal para as doses de sopa a guardar, ai bpa´s!). Em seguida marco-os com o nome da sopa, a data e coloco-os na arca congeladora, pois atinge temperaturas frias muito mais rapidamente que o congelador do frigorífico. Se não tiverem arca vai de congelador claro. Ao esfriar rapidamente os alimentos e ao criar condições para que congelem num menor espaço de tempo, consegue-se uma maior conservação de nutrientes, pois congela-se também todos os nutrientes dos alimentos.

 

Deixo-vos as receitas de duas sopas que a Gaby gostava/gosta, mas se pesquisarem hão-de encontrar imensas receitas boas. O livro da Gabriela Oliveira Alimentação Vegetariana para Bebés e Crianças tem sopas óptimas. As avós da Gaby também são experts em sopas pelo que as suas dicas foram bastante úteis.

 

Creme de abóbora hokkaido com brócolos (versão bimby)

Comecei a dar a partir dos 6 meses

 

Ingredientes

1 Abóbora variedade hokkaido (pequena)

200g de brócolos

Azeite

Água q.b.

 

Mãos-à-obra:

1) Colocar a água, a abóbora e os brócolos no copo e programar 20 min/100º/vel1. Por vezes já coloco a água a olho, mas se perceber que ficou por exemplo com água a mais retiro um pouco e reservo. Se após passar a sopa esta ficar muito grossa volto a colocar essa água. Este truque aprendi com a minha mãe.

2) Programar 1 min e ir progressivamente até à velocidade 7

3) Aguardar que a sopa estabilize antes de abrir a tampa e juntar-lhe um fio de azeite.

 

Creme de beterraba (versão bimby)

Comecei a dar após 1 ano, apenas porque nessa altura é que vi uma amiga minha a fazer e achei muito saborosa. Se me tivesse lembrado da beterraba antes, tinha oferecido mais cedo. De qualquer das formas, a beterraba é rica em nitratos pelo que à partida, não é dos primeiros alimentos a oferecer.

 

Ingredientes

500g de água

2 beterrabas médias

1 chuchu médio

2 cenouras

1 cebola pequena

3 dentes de alho

Azeite

Folhas de salsa

Folhas de manjericão

 

Mãos-à-obra:

1) Colocar todos os ingredientes, com excepção do azeite, salsa e manjericão no copo e programar 20 min/100º/vel1

2) Programar 1 min e ir progressivamente até à velocidade 7

3) Aguardar que a sopa estabilize antes de abrir a tampa e juntar-lhe um fio de azeite, folhas de salsa e folhas de manjericão picadas.

 

Sopa de feijão azuki com espinafres (versão bimby)

Esta comecei a dar a partir dos 9 meses

 

Ingredientes

200g de feijão azuki demolhado (pode ser com outro tipo de feijão ou grão)

1 / 2 molhes de espinafres       

1 batata-doce pequena

1 cebola pequena

3 dentes de alho

Azeite

Gengibre

 

Mãos-à-obra:

1) Colocar o feijão, a batata, a cebola e os alhos, no copo e os espinafres na varoma. Programar 20 min/varoma/vel1

2) Juntar a raspa de um pouco de gengibre, programar 1min e ir progressivamente até à velocidade 7

3) Aguardar que a sopa estabilize antes de abrir a tampa e juntar-lhe os espinafres e um fio de azeite.

 

 

A FRUTA

 

A fruta começou aos 6 meses a fazer parte da alimentação da Gabriela, hoje continua a fazer parte e espero continuar.

 

Começámos pelas frutas doces, como a pêra, banana, maçã, mas rapidamente passámos para outras. Penso que nas frutas foi onde menos respeitei os chamados timings de introdução. Com excepção dos frutos vermelhos, por volta dos 7 meses comecei a dar-lhe quase tido o tipo de fruta da época. Nessa altura estávamos em Junho pelo que dei-lhe melancia, pêssego, meloa, alperce, laranja (esta última não é bem de época, mas também comeu). Dava-lhe um pedaço para a mão, uma quantidade pequena, caso não houvesse reacção continuava a dar-lhe. Como referi, desconheço antecedentes históricos na família, pelo que foi mais tranquilo.

 

Fazia também purés de fruta cozida ou crua e maçãs reinetas assadas no forno com canela. Mas o que ela gostava mesmo era de comer os pedaços de fruta pela sua mão, o que na verdade me parece mais interessante, a nível de descoberta de texturas, sabores, sensações. Fui fazendo um mix.

 

Puré de fruta cozida (versão tacho)

1) Cozer a fruta com casca (pêras ou maçãs) num tacho com um pouco de água, durante cerca 5 de minutos e triturar com a varinha.

 

Puré de fruta cozida (versão bimby)

1) Colocar a fruta no copo 5min/100º/vel1.

2) Triturar na vel 6/7 durante cerca de 1min.

Também costumo colocar a fruta na varoma, quando estou a fazer sopa.

 

Puré de fruta crua

Triturar a fruta com a picadora ou na bimy.

 

Para que os purés se aguentem mais tempo pode-se colocar umas gotinhas de limão ou laranja, válido para a altura em que decidem dar citrinos. Pode-se fazer estas papas e colocar em frasquinhos. Depois servem para comer fora, para mandar para a ama/creche e para congelar.

 

Amanhã continuamos com as bolachas, as papas e a  "comida de prato"!

 

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