Maisumamãe
 

06 Abril 2015

As dúvidas que temos em relação à alimentação a dar aos nossos bebés por vezes são mais que muitas.

Conselhos menos bons de médicos/as e pediatras, avós bem-intencionadas, amigos/as, familiares, internet e livros, podem baralhar ainda mais. Sorte era receber sempre bons conselhos dessas fontes. Claro que há bons conselhos nessas fontes, mas é claro que também há maus. Tentar alimentar os nossos filhos da melhor maneira é o desafio.

 

Pretendendo ser uma ajuda e não mais um texto para confundir, partilho convosco o “plano alimentar” que fui fazendo com a Gabriela.

Como me parece ser imensa informação, começo por um primeiro post mais geral e depois vou fazendo outros posts mais específicos.

 

0-6 meses – A Gabriela esteve a Leite Materno (LM) em exclusivo

Idealmente os bebés devem ser amamentados em exclusivo, até aos 6 meses. Se surgirem dificuldades em relação à amamentação, por variadíssimos motivos, peçam ajuda a quem realmente entende de amamentação (infelizmente nem todos/as os/as médicos/as ou pediatras entendem). Desta forma o ideal é recorrer a quem sabe. Conselheiras de Aleitamento Materno (CAM) são regra geral a melhor opção a nível de apoio. Vale tentar de tudo antes de desistir, não vale não pedir ajuda no sítio certo. Também não vale tomadas de decisão sem serem conscientes e sem serem devidamente bem informadas E se após isso nada resultar, paciência. Não somos melhores ou piores mães por isso.

 

 A partir dos 6 meses – Iniciámos a Alimentação Complementar

A partir dos 6 meses, o leite materno continuou a ser a refeição mais importante e a principal para a Gaby. No entanto, as reservas de ferro existentes no leite a partir dessa altura, começam a deixar de ser suficientes para o bebé, tornando-se necessário iniciar uma alimentação complementar ao leite materno.

Há bebés que antes dos 6 meses começam a olhar para a nossa comida. Cabe aos pais perceberem se é conveniente dar ou não, ou seja se o bebé já está preparado (senta-se direito sozinho e quando coloca alguma comida na boca não coloca a língua para fora) e se querem dar.

 

Então, por esta altura comecei a oferecer bocadinhos de pão, fruta e bolachas caseiras para a mão da filhota. Uma espécie de Baby Led Weaning (BLW - “introdução de sólidos guiado pelo bebé”), sem eu saber que assim se chamava. Eu sempre atenta a possíveis engasgos (no início com algum receio, confesso) e ela a adorar. Deixei as papas de lado e dei-lhe sopa, deixei os iogurtes de lado dei-lhe e fruta cozida.

Aos poucos fui introduzindo outros alimentos, sem ligar muito se era aos 9 ou aos 10 meses, isto tendo em conta que não se tratava de uma bebé “de risco” (não há histórico na família de alergias). Por exemplo a fruta, (com excepção dos frutos vermelhos que só comecei a dar após 1 ano), fui introduzindo qualquer uma nesta altura. Dava-lhe a fruta ou o alimento numa quantidade bastante reduzida e aguardava se tinha algum tipo de reação. De qualquer das formas para se ficar mais tranquila, os 9 meses normalmente costumam ser a altura mais segura vá, para a introdução de vários alimentos, como a gema de ovo, o peixe, alguns legumes, ou frutas mais ácidas.

Na verdade estes alimentos fornecidos serviam-lhe mais para ir descobrindo a comida, a sua textura o seu sabor e até divertir-se com a mesma, tendo em conta que o LM continuou a ser a refeição principal.

 

Melancia.JPG

1ªsopa 24-06 (1).JPG

 

A partir de 1 ano – Começou a comer o mesmo que nós e já se notava que seria um bom garfo

Nesta fase o leite materno passou a ser o complemento à alimentação sólida e a Gaby começou a fazer de forma regular duas refeições de sólidos por dia. Almoço e jantar e comia o mesmo que nós.

Passei a cozinhar sem sal. Descobri as maravilhas de temperos como as ervas aromáticas e outros condimentos. Dai a habituarmos o nosso paladar foi um passo! O nosso corpo precisa de sal, mas não das enormes quantidades que ingerimos. Apesar de cozinhar sem sal, encontramos sal nos próprios alimentos ou nas vezes que não comemos em casa.

Restringimos nos doces e fritos, começámos a comer muitos mais legumes e cereais integrais e finalmente aproveitei para também começar a comer melhor. Se não lhe dou, também não como. Na verdade, tornou-se uma excelente oportunidade para tentarmos mudar maus hábitos alimentares.

 


Abril 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

13
14
15
16
17

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

8 seguidores

pesquisar
 
blogs SAPO