Maisumamãe
 

27 Março 2015

E após 10 dias de receitas, regresso às minhas reflexões da maternidade. Ando há imenso tempo para partilhar convosco o que penso em relação àquilo a que chamo a liberdade de ser mãe.

 

Acredito claramente que ser mãe não é igual para todas. Há mães que se sentem confortáveis, outras tristes, outras óptimas, outras cansadas, outras a adorarem, outras arrependidas, outras cheias de amor para dar, outras frágeis, outras a absorver cada momento, outras perdidas, outras a descobrirem e a aprenderem maravilhas com os/as filhos/as, outras stressadas, outras felizes, outras a não gostar...podia continuar mas fico-me por aqui.

Tenho a sorte de ser daquelas mães que se sente confortável, óptima, a adorar, cheia de amor para dar, a absorver cada momento, a descobrir e a aprender maravilhas com a minha filha e feliz!

Mas também me sinto muitas vezes cansada, perdida e stressada. Ainda não me senti triste, arrependida, frágil e a não gostar; gostava de nunca me sentir!

 

Faço parte daquele grupo de mães que está a adorar a maternidade, que acredita que o bebé/criança precisa da presença da mãe (cuidador) de uma forma constante e que dessa forma é possível criar apego. Sendo assim sempre quis que a minha filha ficasse lapada em mim sempre que possível. Acredito que a criação de um vínculo forte através de uma presença constante, cria pessoas mais independentes e autónomas. Aquilo que todos queremos, mas que se tem fomentado de formas diferentes.

Entretanto comecei a ouvir conselhos do género: Tens que deixar de dar de mamar à noite, para descansares e para ficares mais livre caso queiras sair! Tens que começar a sair à noite, deixar a filha com alguém. Não tens ninguém que te fique com a bebé? Tens que ir de férias sem a bebé, para namorares descansada, além do mais a bebé tem que começar a tornar-se independente.

 

Mesmo que muito bem-intencionados os conselhos, (alguns talvez menos bem intencionados, mas vá), mais uma vez pergunto: Ficar mais livre? Livre como? Queremos a liberdade para fazermos o que quisermos, fazermos o que nos apetece certo? Então consegue-se perceber e aceitar que o que eu queria fazer e o que me apetecia era ficar com a minha filha? Acarinhá-la, ficar com ela ao colo. Isso sim era o meu programa preferido. Sentia-me bem, feliz e descansada. E sim sentia-me livre.

 

Hoje passados dois anos, começo a ter vontade de sair à noite por exemplo. Porque já me apetece, porque a Gaby começa a sentir menos a minha falta em comparação a quando era mais pequenina e porque assim estão a ser as etapas da minha maternidade.

De qualquer das formas como em tudo, cada caso é um caso e cada mãe deve fazer o que a faz sentir melhor, por isso sejamos livres e deixemos ser livres.

publicado por maisumamae às 00:08

Olá
Como te compreendo.por aqui ainda temos a pequena no nosso quarto e na maior parte da noite na nossa cama e nem imaginas as caras feias que me fazem qd digo isto.já para n falar das imensas criticas q ouço por causa disso:"ah isso são só maus hábitos!" Ou "nem sabem a asneira que estão a fazer!" Mas enfim a respeito das minhas esolhas enquanto mãe eu sou muito decidida e por isso faço aquilo que o meu instinto me diz...
Sónia Rocha a 27 de Março de 2015 às 06:53

E fazes bem Sónia! Há um factor muito importante que por vezes dificulta imenso o criar dos filhos: as opiniões não pedidas dos outros. Ainda bem que a filha ainda é tua, assim sempre podes escolher o que tu achas ser melhor para ela!! As pessoas de uma forma geral criticam bastante o facto de as crianças dormirem com os pais. Têm receio que a criança se habitue, que depois não se torne autónoma ou independente. Eu antes de ter a Gabriela também achava errado os bebés dormirem com os pais. Mais tarde percebi que tal não tem que estar certo ou errado. Mais uma vez, passa por uma opção dos pais em escolherem o que é melhor para a sua família. Pessoalmente acredito que o dormir com os pais, deixa as crianças mais seguras, promove a criação de um vínculo forte com os pais, entre outras coisas e que isso pode trazer consequências positivas para o futuro. No entanto isso é só o meu ponto de vista. Mas também não me ponho a dizer às pessoas que colocam o bebé de poucos meses no berço, no seu quarto: "ah isso são maus hábitos, que a criança no futuro vai ser um adulto infeliz por falta de amor!" Não digo nada, não tenho que dizer, só tenho é que respeitar!
maisumamae a 30 de Março de 2015 às 01:42

Concordo plenamente contigo. Cada mãe descobrirá o que é melhor para os seus filhos sem opiniões não pedidas dos outros.
lurdes lopes a 4 de Abril de 2015 às 15:13

Enquanto mães passamos por intensas alegrias e profundas preocupações. Quando a minha filha nasceu, tambem ouvi de tudo. Ouvi porque não sou surda. Mas na verdade, fui muitas vezes contra aquilo que idealizei, mas que, inevitavelmente adaptei a uma nova realidade. E tambem me diziam, e ainda dizem, para eu deixar a criança com alguem e ir... Cá para mim penso que se fosse para a deixar quando vou fazer algo divertido, mais valia não a ter. E como é possivel aproveitar o que quer que seja se ela não estiver? Não, onde eu for, ela vai. Chegará o tempo em que já não quererá ir. Mas eu ir sem ela, era o mesmo que nada aproveitar porque o meu pensamento nunca estaria onde estivesse o meu corpo. Mas isto sou eu. E gosto.
Mulherde30 a 25 de Abril de 2015 às 20:05

Disse tudo Mulherde30 e terminou melhor: " Mas isto sou eu. E gosto."!
maisumamae a 26 de Abril de 2015 às 22:16

Partilho muito desta tua opinião, mas comigo veio mais tarde...mas também pq tive aos dois anos do mais velho...o mais novo!
Blog Profissão Mãe a 27 de Abril de 2015 às 02:17

Pois é Profissão Mãe, passados dois anos teve novo amor, novos compromissos!

Adoro este post, e não podia estar mais de acordo contigo! Também oiço constantemente "ah, ainda dorme contigo, mesmo que só parte da noite? isso é mau hábito...", ou "ainda mama? mas já é tão crescida! assim não a podes deixar com ninguém à noite".... A questão é: e quem disse que eu não a gosto de ter na nossa cama? quem disse que eu quero sair e passar a noite fora de casa? É verdade que de vez em quando gosto de dar uma voltinha, mas consigo planear as coisas de maneira a que consiga chegar a casa a tempo... E férias: longe de mim pensar tirar férias sem incluir a minha princesa. Um dia bem lá para a frente talvez, mas de momento não consigo nem quero pensar em estar um dia que seja longe dela. Como disse uma mamã aqui, isto sou eu, e não pretendo mudar só prque acham que sim... :-)
Anónimo a 27 de Abril de 2015 às 15:55

Acho que uma das coisas mais difíceis de lidar aquando a maternidade e parentalidade em geral, são precisamente as opiniões alheias e não solicitadas. Todos têm opinião para tudo e embora ninguém lhes peça, não se coibem de a dar. Sempre fiz ouvidos moucos à maior parte e perante as insistências não tinha problemas em rapidamente cortar a conversa com um "afinal quem é a mãe/pai/pais?". Há um tempo para tudo e sim, devemos ser livres para decidir o que é melhor para a nossa família e o nosso bébé. Eu continuo a fazê-lo com muito gosto e digo com toda a certeza que não há nada melhor que ser uma mãe dedicada!

xoxo
cindy
Life Inc a 28 de Abril de 2015 às 15:03

Março 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
12
13
14

15
16
17
19
20
21

22
23
24
25
26
28

29
30
31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

8 seguidores

pesquisar
 
blogs SAPO