Maisumamãe
 

16 Junho 2015

Por vezes sinto que temos síndrome da-pressa-para-tudo, com os nossos bebés e crianças.

Passo a explicar.

Temos pressa para que a criança durma a noite toda.

Temos pressa para que a criança durma sozinha.

Temos pressa para que a criança desmame rapidamente.

Temos pressa para introduzir os alimentos sólidos.

Temos pressa para que a criança comece a andar.

Temos pressa para que a criança desfralde.

Temos pressa para que a criança comece a fazer aquelas actividades/acções padrão para a idade.

Temos pressa para que a criança aprenda a ler.

Por aqui continuava.

 

Tudo isto em nome da tão aclamada independência. A criança tem que se tornar independente. Quanto mais independente melhor. Temos pressa que a criança se torne independente.

Para o bem de quem? Da criança? Dos pais? Parece-me que muitas vezes é mais para o bem dos pais. De qualquer das formas, é óptimo quando começam a ser mais independentes e autónomos, isso é bom para a criança e para os pais. Mas respeitando os timings de cada criança. Respeitando os pais que optam por respeitar os timings da sua criança.

Espalha-se a torto e a direito a lista de coisas necessárias a levar para a maternidade, a lista de coisas necessárias para comprar para o bebé, mas não se espalha a lista de comportamentos que os futuros pais podiam passar a ter. Um delas é a maternidade e paternidade consciente. Tal implica, entre outras coisas, partir à descoberta de novas formas de pensar e agir, diferentes das formas padrão da sociedade. Implica uma entrega total, disponibilidade, atenção e apego. Implica pensarmos por nós próprios com base em informação adquirida em diversas fontes e principalmente com base no amor que sentimos pelos nossos filhos.

 

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Mãe&Gaby&Pai 

publicado por maisumamae às 17:04

08 Setembro 2014

Nenhum, ficar em casa com a mamã!

 

Uma mãe ou um pai decidirem deixar o trabalho e ficar em casa a tomar conta dos filhos, infelizmente ainda é muito desvalorizado pela sociedade em geral, mas acredito que com um bebé pequenino, a presença da mãe de forma contínua e com uma grande disponibilidade, ajuda a que as crianças cresçam confiantes e felizes. Dr. José Martins Filho, um pediatra que penso que diz coisas muito acertadas, refere numa entrevista intitulada Os primeiros mil dias da criança e no seu livro “Quem cuidará das crianças?”, a importância das crianças ficarem com os pais o maior tempo possível, enquanto pequeninas, criando um forte vínculo com os mesmos e que tal é importante para a sua vida mais tarde, enquanto adulto.

 

No entanto, no meu caso e no caso de muitos outros pais, por motivos económicos, somos obrigados a ir trabalhar fora de casa, pelo que tornou-se necessário encontrar alguém que possa ficar com as nossas crianças. Várias são as opções para os pais: amas, avós, creches do estado, creches privadas. Mas há quem não possa deixar com os avós, há quem não tenha dinheiro para privadas, há quem não consiga vaga nas públicas, há quem não goste de amas.

Entre diversas inscrições ainda grávida, falta de vagas, falta de dinheiro para uma escola maravilhosa que descobri (num outro post falarei nesta escola), avós também a trabalhar, optei por uma Ama. Na verdade consegui uma vaga numa creche (uma IPSS), mas optei por uma Ama. Trata-se de uma Ama IPSS, inspecionada pela Segurança Social, com um espaço à partida seguro para as crianças (acidentes acontecem em todo o lado), com poucas crianças a cargo e onde consegui estabelecer uma relação de confiança. Também acredito que amas que não sejam inspeccionadas e formadas pela Segurança Social, sejam boas amas. Há boas e más profissionais como em tudo.

 

Optámos por uma ama, porque acreditamos que ali a Gabriela têm aquilo que neste momento mais precisa tendo em conta a idade que tem: atenção e cuidados direcionados para ela, para as suas necessidades específicas. Ora se cada criança é diferente, porque não damos respostas diferentes às suas necessidades? Porque é necessário comerem todo o mesmo prato? Porque é necessário todos fazerem xixi no bacio a partir de uma altura estabelecida em que devem fazer? Porque devem todos beber leite de vaca?

 

 As vantagens das creches parecem-me ser:

- Um suposto ambiente mais controlado, quanto ao trabalho realizado pelos técnicos educativos

Coloca-se muito a questão da confiança em relação às amas, mas penso que tal deve ser colocado tanto nas amas como nas creches. Há o receio de que com a ama, esta possa fazer o que quiser com as crianças, pois está sozinha e ninguém controla, mas isso também não poderá acontecer numa creche, apesar de à partida parecer um ambiente mais controlado?

 

- Um ambiente de maior socialização entre as crianças

A convivência com as outras crianças é importante, os estímulos das actividades das creches são importantes, mas nesta fase da vida dela e pelo menos até aos 3 anos de vida (em média), é ainda mais importante o apego, o carinho, a atenção. Terá tempo para socializar e na verdade pode socializar de outra forma: brinca com os primos, brinca com outras crianças no parque, brinca com as outras crianças da ama.

 

- Existência de inúmeras actividades lúdico-pedagógicas

Os estímulos não são dados apenas nas actividades mega elaboradas das creches, também se dão em casa pelos pais, com os avós, com os primos, com os filhos dos amigos.

 

A Ama tem como grandes vantagens, aspectos muito mais importantes para a Gabriela nesta fase da sua vida:

- Atenção e cuidados direccionados e personalizados para ela

- Colo

- Maior apego e estabelecimento de confiança

- Ambiente familiar

- Sem regras padrão para as crianças (dormir na hora estabelecida? Dorme quando tiver sono, eu só durmo quando tenho sono! Penso que nem todas a creches o fazem, mas a larga maioria sim.)

- Relação que os pais podem criar com a ama, parece-me melhor, permitindo uma maior partilha da personalidade e necessidades da Gabriela

- Apanha menos doenças, do que no “infectário”

 

Não pretendo mostrar que um é melhor em detrimento do outro, acho que cada pai decide o que é melhor para os seus filhos A creche não é vista por mim como algo mau, pelo contrário é vista como mais uma opção viável para os pais. No nosso caso pareceu-nos é que a Ama trazia mais vantagens para a Gabriela do que desvantagens em comparação com as creches. Temos é que estar atentos ao bem-estar das nossas crianças. Perceber se estes se sentem bem no local onde estão e com quem estão. Há sempre bons e maus exemplos nas creches e sempre bons e maus exemplos nas amas.

 

Está na Ama e mesmo assim não deixa de ser independente, sociável com outras crianças e super desenvolta!

publicado por maisumamae às 23:04
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