Maisumamãe
 

16 Julho 2015

Os bebés tem cólicas? Pessoalmente acho sim. A Gaby, no primeiro mês de vida, teve momentos em que tinha a barriga dura, contorcia-se, encolhia as pernas, chorava muito (mesmo após o despiste de vários motivos para o choro como fome, sono, necessidade de colo/toque, calor, frio etc. etc.) e tinha dificuldade em fazer cocó sozinha. Tal leva-me a querer que sim, têm cólicas. Há pediatras, (nomeadamente o Carlos González, que tanto aprecio grande parte das coisas que diz), que afirmam que os bebés não sofrem de cólicas. Apesar de ser algo a perceber melhor (isto de os bebés terem ou não cólicas), parece-me que é uma realidade de muitos bebés, pelo que não poderia deixar de partilhar convosco as pesquisas que fui fazendo na altura em que a filhota teve cólicas e aquelas que fui continuando a fazer mais tarde.

 

O que são:

As cólicas do lactente surgem por imaturidade do sistema digestivo do bebé, fazendo com que o intestino se contraia e relaxe sem controlo, criando gases e consequentemente cólicas. Podem ser comuns nos bebés nos primeiros 3 meses de vida.

 

Algumas coisas que se pode fazer e ver se resulta:

- Colocar um saco de sementes em cima da barriga da mãe colocar o bebé por cima do saco

- Oferecer mama – o leite materno o e o acto de sucção, ajudam

- Babywearing - transportar o bebé num pano porta-bebés numa posição vertical (para mim o mais eficaz é o sling)

- Deitarem-se os dois (mãe e bebé) pele com pele

- Oferecer muito colo

- Passear pela casa – movimento

- Banho relaxante – na banheira shantala pode resultar bem

- Pega correcta – de modo a não engolir muito ar ao mamar

- Fazer ginástica com as perninhas do bebé/contracção das pernas contra a barriga

- Massagem com movimentos circulares na direcção dos ponteiros do relógio na barriga do bebé – seguindo o caminho do intestino grosso para a saída. Pode-se usar um óleo de amêndoas doces ou outro óleo para ajudar.

E fazê-la como dever ser? Valeu-me o David que aprendeu com uma enfermeira ainda no hospital como fazer as massagens. Talvez o facto de ter a temperatura do corpo mais elevada também possa ter ajudado.

- Massagem shantala

- Massagem de reflexologia

- Lembrarmo-nos que depois passa!!:) Os intestinos amadurecem e por volta dos três meses já não costuma haver sinais de cólicas do lactente (nem todos)

- E por último mas não menos importante: paciência, calma e transmitir tranquilidade ao bebé. Sei que é difícil ficarmos calmos, ao ver o bebé naquele estado. Lembro-me de uma noite em que a Gaby não dormia devido às cólicas e eu a embalá-la ao colo pela casa e a tentar cantar-lhe uma canção para se acalmar. Estava tão cansada que cantei uma canção em que a letra era de uma e o ritmo de outra. De repente deu-me uma branca e já não me lembrava nem da música em si, nem de outra música qualquer!

 

Mas como vêm há imensa coisa que se pode tentar e dentro desta panóplia pode ser que alguma, ou algumas combinadas resultem. De qualquer das formas o ideal é vermos o que faz mais sentido para nós e para o nosso bebé e a ideia também não pegar nisto tudo e fazer ao mesmo tempo!

 

Alimentação da mãe:

Muito se diz sobre o que a mãe deve ou não comer de modo a evitar as cólicas ao bebé. Após as minhas primeiras pesquisas, cheguei à conclusão que só podia comer pão integral e beber chá de funcho!! Depois também descobri que o chá de funcho afinal não é aconselhável.

Na altura fiz uma lista no meu caderninho, com os alimentos que podia comer e aqueles que não podia. Alguns alimentos como os frutos cítricos, lácteos, chocolate, cafés, alimentos industrializados e enlatados surgiam sempre como proibidos. Outros como aveia, arroz, pão integral, maçã, pêra, surgiam como aqueles que podia comer.

O problema era quando surgiam aqueles alimentos que num sítio apareciam como proibidos, noutros apareciam como bons. O caso do melão, espinafres, os chás, enfim uma confusão! Na verdade, mais tarde percebi que nada indica que o que a mãe come pode provocar cólicas ao bebé. Há realmente situações em que as mães contam que ao comer isto ou aquilo notaram que o bebé ficou com mais cólicas e parece-me que passa muito por ai. Acho que devemos comer de tudo, no entanto se percebermos que comemos algo que provocou alguma alteração, podemos evitar durante uns tempos para fazer o despiste. Depois há-que ter em conta as quantidades e que realmente há alguns alimentos que podemos ter alguns cuidados, por exemplo o leite e os seus derivados, as bebidas excitantes, sei lá. Vejam vocês primeiro. Consumam, vejam, aguardem reação, não se privem, privem-se por uns tempos se se aperceberem de algo. Enfim, não se guiem é totalmente pelas listas que andam por ai pois por vezes só complicam.

 

CIMG0087.JPG

- O que comer?

 

CIMG0089.JPG

- Cheguei a anotar também o que andava a comer

 

Quanto à medicação, encontrei de tudo:

Aero-om

Colimil

Colibaby

Infacalm

Fórmulas homeopáticas

Alivit – Chás da Nutribén

Biogaia

Etc.

Etc.

Uns com demasiado açúcar, outros que não fazem desaparecer as cólicas (o sabor doce dá a sensação de conforto e os bebés acalmam-se, mas as cólicas ficam), ou outros menos agressivos (por exemplo os homeopáticos). Apesar de ser bastante avessa à medicação, acabei por “sucumbir” ao colimil, talvez por ansiedade da minha parte. Hoje e deixando de ser mãe de primeira viagem, era capaz de não dar o colimil e sim colocá-la no pano mais vezes ou deitar-me mais vezes com ela na cama pele com pele ou deliciá-la com uma massagem shantala. Fica para o próximo filho.


02 Maio 2015

A partir dos 6 meses – Iniciámos a Alimentação Complementar

 

Entretanto comecei a oferecer-lhe outros alimentos além da sopa. Fui fazendo um baby led weaning sem ser a 100%. Colocava a comida num pratinho e ela lá ia comendo sozinha. Brócolos ou cenouras cozidas, batata-doce assada etc. Aos 7/8 meses mais ou menos a gema de ovo.

Por vários motivos não como carne e a Gaby seguiu o mesmo caminho (pelo menos enquanto for pequena e for eu a oferecer-lhe comida). Tentamos ter uma alimentação bastante variada, o que tem permitido um crescimento saudável e sem qualquer tipo de carências a nível nutritivo.

 

A partir dos 9 meses comecei a dar-lhe peixe, tofu e leguminosas. Tudo em pequenas quantidades, até porque como já referi o que ela mais “comia” até completar um ano, foi o leite. O tofu é feito a partir do leite de soja, sendo a soja um alergénio convém dar e aguardar possíveis reacções.

 

O peixe também pode provocar alergias, pelo que alguns pediatras aconselham a introdução mais tarde (+/- 9 meses). Bom, a Acta Pediátrica Portuguesa de 2012 (Alimentação e Nutrição do Lactente), já diz que se pode dar aos 6 meses: A introdução do peixe deverá iniciar-se depois do 6º mês, com a oferta inicialmente de peixes magros tais como pescada, linguado, solha ou faneca (pág.23). Mais uma vez, parece-me que a regra passa novamente por, oferecer e verificar a reacção do nosso bebé.

Comecei pelos peixes brancos e magros como a pescada e a maruca. O linguado também dá, mas eu na verdade nunca comprei não sei porquê. Evitei os peixes com maior teor de mercúrio como o cação, o peixe-espada (branco e preto), o espadarte e o atum. A partir de 1 ano comecei a oferecer-lhe atum fresco pois ela gosta imenso. Com o peixe tinha imensa atenção e receio era que fosse uma espinha pelo meio. Verificava o prato uma meia dúzia de vezes!

A partir de um ano o leque alimentar aumenta para quase tudo e comecei também a dar-lhe seitan (feito de glúten de trigo) e a clara do ovo.

 

Deixo-vos com alguma literatura que considerei interessante ler para esta fase:

Baby Led Weaning

Livro de Receitas da Gabriela Oliveira – Alimentação Vegetariana para Bebés e Crianças

Carlos González – Mi nino no me come

Julio Basulto - Se me haces bola

Acta Pediátrica Portuguesa – Alimentação e Nutrição do Lactente (2012)

 

AC_Babynutri.jpg

Fonte imagem: Babynutri

 


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