Maisumamãe
 

08 Abril 2015

A partir dos 6 meses – Iniciámos a Alimentação Complementar

 

Costumo referir-me a alimentação complementar e não a introdução de sólidos, porque considero que nessa fase ofereci alimentos à Gabriela que vieram complementar o leite que continuou a beber.

Quando se inicia a alimentação complementar, começam grande parte das nossas dúvidas. Tratando-se principalmente de uma opção alimentar dos pais, as variáveis são mais que muitas. Há hábitos alimentares a nível cultural, familiar etc. que influenciam a alimentação que fornecemos aos nossos bebés, daí as várias informações fornecidas a nível do tipo de alimentos a introduzir e em que altura. Desta forma, é normal que nos sintamos meio perdidas e sem saber muito bem o que dar de comer ao nosso bebé.

Na altura um plano alimentar bem que me deu jeito para me orientar, mas hoje questiono-me se precisava de algum plano rígido para dar-lhe comida, quando na verdade é tudo bem mais simples. Há cuidados a ter obviamente, tais como os alimentos alergénios (frutos vermelhos, mariscos etc.), ou mais propensos a asfixias (caso dos frutos secos). Acho importante saber que realmente há alimentos que se devem oferecer mais tarde, no entanto eu ofereci laranja à Gaby aos 7 meses, quando muitos pediatras dizem que dever ser aos 9 por ser um citrino. Dei-lhe um bocadinho…aguardei tempo de reacção (2/3 dias)…nada...dei-lhe mais e fui aumentando a dose!

 

Partilho convosco o que começámos a fazer aqui por casa, não como a fórmula mas como uma outra forma de se fazer:

- Continuámos com a mama em livre demanda, por vários motivos, um deles porque a nível nutricional e calórico o leite continua a ser mais rico do que por exemplo uma sopa. Oferecia-lhe mama antes e depois das refeições.

- Praticávamos o Baby Led Weaning (também se fala em finger food). Dava-lhe fruta, pão escuro, legumes cozidos para a mão e ela comia sozinha. Ao início tinha algum receio dos engasgos, mas a verdade é que os bebés têm o reflexo de engasgamento bem desenvolvido. A Gaby demonstrou-me isso na primeira vez em que teve o reflexo de gag (parecido ao vómito mas não chega a ser engasgar-se) e rapidamente se orientou sozinha. Implicou no início não dar alimentos muito duros, não deixá-la a comer sozinha e estar sempre atenta enquanto ela se lambuzava.

- Comecei pela sopa e fruta ao almoço. Penso que a sopa ao jantar foi por volta dos 9 meses e quando lhe apetecia. Os bebés têm o seu ritmo e penso que as refeições não devem ser introduzidas só porque tem de ser.

- Fui introduzindo os alimentos, deixando tempo para possíveis reações alérgicas.

- Comecei a dar-lhe água. Até aos 6 meses como mamava em exclusivo achei não ser necessário dar-lhe água.

- Não cozinhava com sal (pode  sobrecarregar os rins ainda imaturos dos bebés); colocava o azeite no final da cozedura (a gordura do azeite degrada-se a partir de altas temperaturas, que não chegam a ser atingidas a fazer uma sopa, de qualquer das formas habituei-me a colocar no final e continuei a fazê-lo até porque fica mais puro/íntegro) e não lhe dei açúcar ou alimentos com açúcar.

 

Amanhã continuamos esta fase, entretanto deixo-vos com umas frutas, que foi o que a Gaby mais comeu nesta altura a nível de sólidos!

 

CIMG0006.JPG

 

 

 


06 Abril 2015

As dúvidas que temos em relação à alimentação a dar aos nossos bebés por vezes são mais que muitas.

Conselhos menos bons de médicos/as e pediatras, avós bem-intencionadas, amigos/as, familiares, internet e livros, podem baralhar ainda mais. Sorte era receber sempre bons conselhos dessas fontes. Claro que há bons conselhos nessas fontes, mas é claro que também há maus. Tentar alimentar os nossos filhos da melhor maneira é o desafio.

 

Pretendendo ser uma ajuda e não mais um texto para confundir, partilho convosco o “plano alimentar” que fui fazendo com a Gabriela.

Como me parece ser imensa informação, começo por um primeiro post mais geral e depois vou fazendo outros posts mais específicos.

 

0-6 meses – A Gabriela esteve a Leite Materno (LM) em exclusivo

Idealmente os bebés devem ser amamentados em exclusivo, até aos 6 meses. Se surgirem dificuldades em relação à amamentação, por variadíssimos motivos, peçam ajuda a quem realmente entende de amamentação (infelizmente nem todos/as os/as médicos/as ou pediatras entendem). Desta forma o ideal é recorrer a quem sabe. Conselheiras de Aleitamento Materno (CAM) são regra geral a melhor opção a nível de apoio. Vale tentar de tudo antes de desistir, não vale não pedir ajuda no sítio certo. Também não vale tomadas de decisão sem serem conscientes e sem serem devidamente bem informadas E se após isso nada resultar, paciência. Não somos melhores ou piores mães por isso.

 

 A partir dos 6 meses – Iniciámos a Alimentação Complementar

A partir dos 6 meses, o leite materno continuou a ser a refeição mais importante e a principal para a Gaby. No entanto, as reservas de ferro existentes no leite a partir dessa altura, começam a deixar de ser suficientes para o bebé, tornando-se necessário iniciar uma alimentação complementar ao leite materno.

Há bebés que antes dos 6 meses começam a olhar para a nossa comida. Cabe aos pais perceberem se é conveniente dar ou não, ou seja se o bebé já está preparado (senta-se direito sozinho e quando coloca alguma comida na boca não coloca a língua para fora) e se querem dar.

 

Então, por esta altura comecei a oferecer bocadinhos de pão, fruta e bolachas caseiras para a mão da filhota. Uma espécie de Baby Led Weaning (BLW - “introdução de sólidos guiado pelo bebé”), sem eu saber que assim se chamava. Eu sempre atenta a possíveis engasgos (no início com algum receio, confesso) e ela a adorar. Deixei as papas de lado e dei-lhe sopa, deixei os iogurtes de lado dei-lhe e fruta cozida.

Aos poucos fui introduzindo outros alimentos, sem ligar muito se era aos 9 ou aos 10 meses, isto tendo em conta que não se tratava de uma bebé “de risco” (não há histórico na família de alergias). Por exemplo a fruta, (com excepção dos frutos vermelhos que só comecei a dar após 1 ano), fui introduzindo qualquer uma nesta altura. Dava-lhe a fruta ou o alimento numa quantidade bastante reduzida e aguardava se tinha algum tipo de reação. De qualquer das formas para se ficar mais tranquila, os 9 meses normalmente costumam ser a altura mais segura vá, para a introdução de vários alimentos, como a gema de ovo, o peixe, alguns legumes, ou frutas mais ácidas.

Na verdade estes alimentos fornecidos serviam-lhe mais para ir descobrindo a comida, a sua textura o seu sabor e até divertir-se com a mesma, tendo em conta que o LM continuou a ser a refeição principal.

 

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A partir de 1 ano – Começou a comer o mesmo que nós e já se notava que seria um bom garfo

Nesta fase o leite materno passou a ser o complemento à alimentação sólida e a Gaby começou a fazer de forma regular duas refeições de sólidos por dia. Almoço e jantar e comia o mesmo que nós.

Passei a cozinhar sem sal. Descobri as maravilhas de temperos como as ervas aromáticas e outros condimentos. Dai a habituarmos o nosso paladar foi um passo! O nosso corpo precisa de sal, mas não das enormes quantidades que ingerimos. Apesar de cozinhar sem sal, encontramos sal nos próprios alimentos ou nas vezes que não comemos em casa.

Restringimos nos doces e fritos, começámos a comer muitos mais legumes e cereais integrais e finalmente aproveitei para também começar a comer melhor. Se não lhe dou, também não como. Na verdade, tornou-se uma excelente oportunidade para tentarmos mudar maus hábitos alimentares.

 


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